A palavra é inglesa, sem tradução exata para o português. O tema é novo no Brasil; porém, sua importância é cada vez mais pesquisada nas escolas e universidades de todo o mundo. Bullyng é a troca de insultos, morais e físicos, entre pessoas de uma mesma faixa etária. Sua existência está em toda a sociedade, mas é na escola que os especialistas mais se preocupam em estudar e, principalmente, prevenir sua existência – já que se trata de um local de formação da consciência humana. Mas esse fenômeno pode acontecer também em outros espaços de convivência social. No mundo dos adultos, tem outro nome: assédio moral.
O bullyng na escola começa com um simples apelido, um puxão de cabelos, tapas, discriminação e, em casos extremos, pode levar até a morte. É o caso da escola Columbine, nos Estados Unidos, onde alunos de 16 anos, armados, mataram colegas e professores. O motivo: todos faziam “chacota” de seus atos e questionavam os dons musicais dos futuros assassinos. “É uma violência que não deixa marcas na pele, mas fere a alma, que dificilmente é cicatrizada”, afirma a professora paulistana Cléo Fante, uma das primeiras a pesquisar o bullyng no Brasil.
Em todo o mundo, estima-se que 350 milhões de crianças sejam vítimas de violência nas escolas. Apesar das instituições estarem cada vez mais protegidas dos perigos exteriores – com câmeras de vigilância, cercas elétricas e até homens armados – outros perigos, bem mais silenciosos, acometem crianças e jovens.
No ambiente escolar, as vítimas de bullyng normalmente estão entre o 6º e 8º ano do Ensino Fundamental. A recorrência é maior entre crianças e adolescentes tímidos, com baixa estima e muito medo. Medo de se defender e até mesmo de contar às famílias sobre o assédio sofrido. “Ele nasce da recusa da diferença”, complementa Cléo. Alunos que se destacam nas notas também são alvos fáceis.
Um dos critérios que diferenciam o bullyng é justamente a ausência de motivos que justifiquem o ataque. “Brincadeira é quando todos se divertem e não há exclusão de ninguém”, pondera a escritora. O professor, na maioria dos casos, tem dificuldade de entender quando é brincadeira ou não. Para Cléo Fante, tanto as vítimas quanto os autores emitem sinais, e é preciso entendê-los para prevenir as agressões. “Na maioria das vezes, a truculência na escola é reprodução de algum trauma que acontece em casa”.
Segundo Cleo Fante, o desafio é construir uma cultura de paz. E isso deve começar com uma postura de gentileza de cada um de nós – o primeiro passo para semear o respeito e a empatia. Além disso, as reações diante de um fato negativo devem ser levadas em consideração. “O autor de bullyng precisa de platéia para praticar seus atos. Ele busca aplausos. Temos que fazer com que ele se envergonhe de seus atos”, destaca. Alguns municípios brasileiros já possuem uma legislação específica que pune os responsáveis por esse tipo de violência urbana.
A televisão é um dos grandes responsáveis pela difusão desse tipo de brincadeiras que desrespeitam o próximo, principalmente as minorias. Obesos, homossexuais, loiras e negros são alvos fáceis para os programas humorísticos. O bordão “Pedala, Robinho”, seguido por um tapa na nuca, se alastrou rapidamente entre os adolescentes e já causou duas vítimas fatais. O recado é simples e direto: semear uma cultura de respeito é urgente e necessária para diminuir a violência em espaços que devem primar por uma convivência saudável.
domingo, 4 de outubro de 2009
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2 comentários:
Pruveitanu release no blog, né lindo... tá precisando escrever pur robby i pru blog... Lembra que você gosta disso????
Te amo,sempre.
Beju.
É Rafa... e como se não bastasse, temos também o MOBBING - Assédio Moral no ambiente do trabalho!! Alás esse é o tema da minha monografia. Não sei qual terror psicológico é pior!
Beijos
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