Começou hoje uma temporada de viagens pelos quatro cantos de Minas Gerais. A convite da Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais – Fecitur – vou percorrer 10 cidades em pouco mais de 20 dias para ministrar palestras sobre comunicação e turismo. É uma verdadeira maratona, uma vez que as cidades são muito distantes umas das outras, mas estou animado.
Hoje escrevo de Três Marias, cidade que se orgulha de ter uma praia de água doce, a represa da hidrelétrica da Cemig, construída na década de 1960. É como uma praia mesmo, com direito a calçadão, quiosques e shows de axé nos finais de semana. Não tivemos muita sorte durante o breve passeio: o calor insuportável que se fez presente durante todo o dia, justamente na hora do famoso pôr do sol, resolveu dar espaço a uma imensa e tenebrosa nuvem negra. Junto dela, chuva e muito, mas muito vento.
Abrigado sob uma barraquinha, tive a alegria de ver um legítimo arco-íris saindo da represa. Existiria um pote de ouro lá no alto? Confesso que, por alguns segundos, minha imaginação voltou aos cinco anos de idade.
Como sempre, quis saber de onde vem esse nome, Três Marias. O vídeo institucional da Prefeitura fala que é por conta de três irmãs que muito bem recebiam os tropeiros. Em off, tive que perguntar: seriam essas moças realmente moças? Parece que não... Mas a história da origem do nome da cidade também tem outras três versões: há quem diga que seriam três irmãs que morreram afogadas durante o alagamento da represa, nos anos 60, assim como quem defenda que é uma referência direta à Constelação de Órium, referência dos tropeiros no passado. Também tem a versão mais simples e óbvia: o nome da cidade é por conta de uma cachoeira, com três quedas. Confesso que acredito mais na versão das raparigas...
Na minha palestra acho que fui bem. Pelo menos muita gente elogiou. Como sempre, não perdi a oportunidade de contar as histórias de Catas Altas da Noruega e de tudo que estamos fazendo naquela região. A platéia riu muito com as historinhas de duplo sentido, erros comuns na comunicação. Ao final, o Sr. Pedro Rangel me contou uma história divertidíssima. Num passado não muito distante, em Bom Despacho, o candidato mandou pintar no muro: “Para Prefeito, Haroldo Queiroz: areia, pedra e brita pra nós”.
Muitas outras histórias virão. Amanhã cedo viajo para Janaúba. Conto pra vocês depois.

2 comentários:
Oiee...
Gostei muito de ler sobre a minha cidade em seu blog..
Quero parabenizá-lo pela magnífica palestra! Aprendi muito com vc..
Ah! E só aqui em Três Marias que tem dessas particularidades: Sol e chuva ao mesmo tempo; Arco-íris que brota d'água (rsrsrs)...
BjoOos
=D
Fala Rafa!
Que bacana! Tenho certeza que você irá transmitir muita coisa interessante para estas cidades e aprender muito, pois o interior tem muita história pra contar...
Abraço e boa sorte,
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