A cidade é muito bonitinha, com prédios históricos restaurados – é o caso do antigo Grande Hotel, hoje espaço cultural – e uma vida comercial bastante ativa. O que mais me impressionou foi justamente o calor. Nunca na minha vida corri tanto atrás de um ar condicionado como lá. Nas lojas, no restaurante, no auditório; todos queriam se refrescar com aquele ventinho gelado. Ao sair, dava até susto... Aquela onda de calor fazia até embaçar os óculos.
Mas o que mais me impressionou em Muriaé foi um raizeiro muito engraçado que vendia “garrafadas” de ervas no meio da praça. Sentado num banquinho sobre uma lona preta, cheia de bacias com ervas de todos os tipos, aromas e funções, ele insistia que aquele “líquido precioso” curava tudo: stress, reumatismo, gastrite, impotência... Só faltou dizer que resolvia problema de unha encravada e deixava as pessoas mais gentis. Tudo isso, pela bagatela de 10 reais. Com sotaque nordestino, ele fez um verdadeiro show ao ar livre, com um sistema de som improvisado e um microfone preso ao peito como aqueles do Silvio Santos – só que feito de arame e fita crepe.

“O que são 10 reais, minha amiga? Antigamente, com 10 reais você comprava uma fazenda. Hoje, não dá pra fazer mais nada... Então você fica com problemas de saúde, porque ta tudo muito difícil, né? Ai é só comprar essa garrafada, tomar dois dedinhos disso aqui por dia, que a senhora vai ver: sua vida vai melhorar”.
Gente, e não é que o povo compra mesmo!!!
Seguindo o roteiro turístico que acabei de inventar – “calor de Minas” – agora estou em Governador Valadares, pit stop para Teófilo Otoni, nosso destino de amanhã.
Essas Minas Gerais...

1 comentários:
Kakaka, adorei o raizeiro. Ainda tem gente assim no munto... Se a erva dele curar todos males, estamos feitos. Encomende uns três litros que tem gente por aqui precisando disso.
Beijos.
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