domingo, 20 de setembro de 2009

Show de Calouros



Aos 70 anos, podemos dizer que Vovó Pilar é sim um novo talento. Tanto que participa, mais uma vez, do concurso Banco Real Talentos da Maturidade. Este ano, vovó apresenta ao público a música “Você é tudo”, que ela mesmo compôs em homenagem ao Rei Roberto Carlos.

Se você é leitor assíduo deste blog, já sabe que vovó é louca pelo Roberto Carlos, tanto que “invadiu” seu camarim no último show que fez em BH, ano passado.

(se você não viu, clique aqui)
“No camarim, eu falei que ele era uma estrela e eu um grãozinho de areia. Quando cheguei em casa, fiquei pensando naquilo que eu disse pra ele e fui elaborando as frases. Com dois, três dias eu fiz a música toda”.

Aos poucos, os versos ganharam vida; um complementava o outro. Quando a música inteira estava na memória, era hora de colocar no papel. Primeiro, foi no verso da revista do Avon (seu segundo amor – o primeiro é o Roberto Carlos).

Mas toda letra precisa de uma melodia... Para ela, sem problemas! Vovó pegou o ônibus 9103, desceu em Santa Tereza e bateu na porta do estúdio de Emílio Pieroni. Pagou 150 reais por duas horas de gravação, tempo mais que suficiente pra ela gravar, checar o material e ainda vender alguns produtos pro moço.

Com o CD nas mãos, a música haveria de ganhar o mundo. E agora está na internet!

Clique aqui e ouça a música “Você é tudo”, de Vovó Pilar. Aproveite e deixe um recado para ela! Indique para os amigos também!

sábado, 12 de setembro de 2009

Não deu pra fotografar

O silêncio noturno do sábado na Rua Lava Pés, em Catas Altas da Noruega, foi quebrado de repente. Os pombos já dormiram. Os sapos ainda não começaram a cantar. A música vem da rua. São vozes que entoam cânticos religiosos.

São sete pessoas. Sete velas iluminam a escuridão da rua. Os passos são lentos, porém o som é forte. É a família de Zitinha, que com mais de 80 anos tem orgulho de dizer que “pica lenha” até hoje. Um exemplo. Junto dela, seu filho, as noras e os netos. Todos caminham em direção à casa de dona Clara. Na porta, a música muda:

Ó dona da Casa
Com muita alegria
Venha receber
A Virgem Maria


A porta se abre. Todos entram. Não sei o que acontece lá.

Dá uma vontade de entrar... Mas a minha presença os deixaria inibido. Aqui, tenho fama de perguntador demais.

A varanda da casa de meus avós, mais uma vez, me rende uma experiência inesquecível. Só aqui eu poderia ver uma cena como essa. É mais um grãozinho de cultura que ganho. Não é Rodin, Picasso ou Mozart. É a riqueza da minha terra, origem da minha família. É melhor que museu.

Tudo isso que descrevi aconteceu em menos de um minuto. Não deu pra fotografar. Mas a cena está nítida em minha memória.

Vocês não podem ver o que vi, mas saibam que senti.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Catas Altas da Noruega na Encontro

Mais uma vez, nossa pequena e – antes – desconhecida Catas Altas da Noruega ganha espaço na imprensa. Não foi assalto, rebelião de presos, tampouco algum crime passional. A fé e o lado “mineiro” da cidade é o que tem encantado os jornalistas que passam por lá.

Primeiro, um programa Terra de Minas, da Globo, inteirinho. Depois, duas páginas no Estado de Minas e um artigo assinado por Maurício Kubrusly, o jornalista-contador de histórias. Agora, o nome Catas Altas da Noruega ilustra a capa de Encontro, uma das principais revistas de Minas Gerais. Em quatro páginas, o repórter Rafael Campos (meu xará) e o fotógrafo Cláudio Cunha descrevem o que viram durante os dois dias em que estiveram na cidade. Um texto lindo, digno de uma terra que merece.

Do tipo “bastidores da reportagem”, devo agradecer aos amigos que nos ajudaram nessa operação. Primeiro, a editora Neide Magalhães, que acreditou na pauta meses atrás e decidiu mandar sua equipe para desbravar uma terra que, até então, quase nem existia no mapa; ao amigo João Lucas, que transformou sua casa em pousada para receber bem os convidados; aos tios Eneida e Onildo, que fizeram um almoço delicioso pra gente, fazendo jus ao ditado de que mineiro se pega pelo garfo.

Agora, sugiro a todos que acessem o site da revista para ler a reportagem na íntegra (clique aqui)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Livros de mesa de centro. Ou de tapete.

Todo mundo tem o famoso livro de cabeceira: aquele que sempre está perto para chamar o sono. Nunca vi um livro de terror ou suspense na beirada da cama; são sempre de contos, crônicas, fotos com mensagens, até mesmo um dicionário. É uma preparação para os bons sonhos.

Lá em casa, mamãe sempre teve o hábito de colocar na mesa de centro livros para as pessoas folhearem. Na sua maioria, são fotos artísticas ou o catálogo de alguma exposição importante. Gostei da idéia e agora resolvi inovar um pouco. No tapete do meu quarto, bem em frente à estante de livros, deixei uma pilha dos títulos que mais gosto – aqueles que servem para permear um bom papo após o almoço e não deixam ninguém com a fama de anti-social por só ler ao invés de conversar.

Na minha classificação, são os livros de tapete, que vem complementar os que já enfeitam a mesa da sala de estar. Dentre os autores que mais aparecem para uma consulta rápida, ou mesmo degustação, são Alberto Villas, Marina Colasanti, Marcelo Duarte e Adriana Falcão.

Para aqueles que, como eu, querem fazer um cantinho especial para uma leitura rápida com direito a papo, tomo a liberdade de indicar 20 livros da minha coleção especial. Os que já são leitores assíduos deste blog vão notar que já escrevi sobre algumas obras em posts anteriores, prova de que eles são realmente especiais.

23 Histórias de um Viajante, de Marina Colasanti
A Arca de Noé, de Vinícius de Morais
A Máquina, de Adriana Falcão
Admirável Mundo Velho, de Alberto Vilas
Almanaque Anos 80, de Luiz André Alzer e Mariana Claudino
Antologia Poética, de Carlos Drummond de Andrade
Antologia Poética, de Vinícius de Morais
De A-ha a U2, de Zeca Camargo
Diário de um Apaixonado, de Carpinejar
Dicionário de Economia do Século XXI, de Paulo Sandroni
Me Leva Brasil, de Maurício Kubrusly
Meu Filho, Minha Filha, de Carpinejar
O Brasil das Placas, de José Eduardo Camargo
O Guia dos Curiosos da Língua Portuguesa, de Marcelo Duarte
O Guia dos Curiosos, de Marcelo Duarte
O Livro das Citações, de Eduardo Giannetti
O Melhor de Rubem Alves, de Rubem Alves
O Menino Maluquinho, de Ziraldo
O Mundo Acabou, de Alberto Vilas
Pequeno Dicionário de Palavras ao Vento, de Adriana Falcão